sexta-feira, 22 de abril de 2011

Orixá Ogum

Data de comemoração: 23/04
Ontem a noite, estava pensando sobre os festejos para Ogum que ocorrem todo ano no mês de abril. E acabei me perguntando: Teria alguma diferença entre três manifestações do mesmo orixá? Ogum de lei, de ronda, e Ogum beira mar?  Embora saiba que existem outras falanges, só me vieram esses três a cabeça... Então, resolvi pesquisar.

Ogum de lei

Bem, o orixá Ogum representa a justiça de Deus. Portanto, Sr. Ogum de lei manifesta essa lei divina na vida de seus filhos. A lei que permanece sendo a mesma na terra e no plano espiritual. Pesquisando na net, encontrei essas considerações:

  • Ogum também é um Executor do carma
Pai Ogum vigia a execução dos carmas e tem sob suas ordens tanto a Luz como as Trevas. Como guardião do ponto de força do equilíbrio, comanda as entidades atuantes no nosso plano como agentes cármicos, ou seja, os Exus de Lei da Umbanda

  • Ogum é um Guardião do Ponto de Força da Lei
Nessa função, Ogum abrange a todos e tudo o que alguém fizer envolvendo magia ou ocultismo será anotado por ele, para posterior julgamento junto ao Senhor da Lei, que é Deus.

  • Ogum é um aplicador religioso da Lei Maior
Basta  sairmos  do  caminho  reto,  para  sermos tolhidos pelas suas irradiações retas e cortantes. Suas irradiações retas são simbolizadas por suas "Sete Lanças"; as cortantes são simbolizadas pelas "Sete Espadas"e sua proteção legal é simbolizada pelos seus "Sete Escudos". Quando a Lei quer recompensar, é Ogum quem dá, mas, quando quer cobrar, é seu lado negativo quem executa. Quando caminhamos rumo à Luz, Ogum está à nossa direita;quando rumamos para as trevas, ele apenas inverte sua posição, mas não o lado. Portanto, ele estará à nossa esquerda, anotando sentimentos e atitudes condenáveis".
Fonte: http://espadadeogum.blogspot.com


Ogum de ronda

Guardião e vigilante dos caminhos. Trabalha nas duas linhas;

Ogum beira mar

Uma das linhas mais populares de Ogum dentro da nossa Umbanda, é o Ogum que ronda as praias e águas salgadas, é o Ogum que zela e ronda no campo Santo de Iemanjá, é o Ogum que atua sob os auspícios da vibração de Iemanjá. É o chefe da falange de Ogum que atua nos mares e praias. Seu brado se dá de uma forma interessante, ele puxa o ar com a boca aberta emitindo um ruído estranho. Sua oferenda geralmente é um peixe ou camarão, suas cores são o vermelho, o branco e o azul claro (Cor de Iemanjá), aceita cerveja preta ou clara, também já vi alguns recebendo vinho branco e charuto. Alguns caboclos dessa falange são: Sete Ondas, Marinho, Sete Mares, Ogum da Praia.


As outras falanges de Ogum são:  Ogum rompe-mato, Ogum Matinata, Ogum Iara e Ogum Megê.

Ogum iê!!! Patacuri Ogum!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Dia de Santo Expedito

Santo Expedito foi comandante-chefe da XII Legião Romana, cognominada "Fulminante" - nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre - e aquartelada no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Hoje uma pequena localidade chamada Melatia. A legião era formanda em sua maioria por soldados cristãos, sendo sua função primordial defender as fronteiras orientais contra os ataques dosbárbaros asiáticos. Santo Expedito destacou-se no comando dessa legião por suas virtudes de cristão e de chefe ligado a sua religião, a seu dever, à ordem e à disciplina.

Expedito era Imediato de um General Romano chamado Jorge que viria a ser martirizado 4 dias depois dele.

Antes de sua conversão ao Cristianismo, tinha uma vida devassa e, quando prestes a converter-se, apareceu-lhe um espírito do mal, na forma de um corvo, grasnando "cras" - que em latimsignifica "amanhã" - mas esse grande santo pisoteou o corvo, bradando "hodie", que significa "hoje", confirmando sua urgente conversão.

Santo Expedito foi martirizado no dia 19 de Abril a golpes até se desfalecer ensangüentado, após foi decapitado, 4 dias depois o General a quem servia foi martirizado também no dia 23 de Abril este último é São Jorge. Ambos foram mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303.

As imagens de Santo Expedito apresentam-no com traje de legionário, vestido de túnica curta e de manto jogado militarmente atrás dasespáduas com postura marcial. Em uma mão sustenta uma palma e na outra uma cruz que ostenta em letras visíveis a palavra "Hodie", em referência ao episódio do espírito do mal, que surge para adiar sua conversão. Calca com o pé vitorioso um corvo que se consome lançando seu grito habitual "Cras".

Fonte: Umbandadejesus.blogspot.com

domingo, 10 de abril de 2011

Oxalá

O orixá da paz, da espiritualidade. Orixá supremo.

É o Orixá supremo, considerado o Pai de todos. Orixá do equilíbrio, da fraternidade, da união, Senhor da pureza. É um Orixá pacificador. A este Orixá pedimos proteção, força, harmonia e paz.

Oxalá se apresenta de três formas diferentes segundo o Candomblé:

Oxalá Menino: OXAGUIAN - sincretizado por Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho: OXALOFAM - sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto): OXALÁ - sincretizado por Jesus Cristo.

O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô.
Diz-se, na Bahia, que existem dezesseis Oxalás, sendo, porém, dois os mais evocados: Oxalufan e Oxagiyan. O primeiro, Oxalufan ,que foi o rei de Ifan, é um Oxalá muito velho, curvado pelos anos, que anda com dificuldade e hesitação, como se estivesse atacado pelo reumatismo.

Ele apoia seus passos cabaleantes sobre um Paxorô, grande bastão de metal branco, encimado pela imagem de um pássaro e ornado por discos de metal e pequenos sinos. Em contraste, Oxagiyan, que foi rei de Ejigbo, é um guerreiro jovem e valente. Ele gostava, exageradamente, de inhame triturado no pilão, prato denominado Yan, em Yorubá, o que lhe valeu o apelido de "o Orixá que come inhame pilado", expressão equivalente, em Yorubá, a Orixá je iyan, que daria origem ao nome Oxagiyan. Quando as iaôs deste orixá dançam, elas brandem um pilão e um escudo numa das mãos e, na outra, uma espada. Saúdam-se estes dois Oxalás

sábado, 2 de abril de 2011

Os orixás e os planetas

Os simbolos planetários são formados basicamente de círculos, meia lua e a cruz. Sendo que o círculo simboliza o espírito elevado e tudo o que é divino, representa o elemento fogo. A meia-lua simboliza a alma, o pensamento e o sentimento indiviidual, que percorre seu destino com a intenção de se aperfeiçoar; está ligada aos elementos ar e água. A cruz simboliza a matéria, o corpo, as sensações, instintos e ações; está ligada ao elemento terra. Assim sendo, temos as seguintes correspondências:

Sol: Oxalá
Seu símbolo é o círculo com um ponto no centro. Essa imagem representando a prórpia espiritualidade sem nada que atrapalhe, não poderia ser mais representativa do modo de ser de Oxalá - o espírito mais elevado.

Lua: Iemanjá
Seu símbolo é uma meia-lua virada de lado, como um quarto crescente. Identifica as filhas de iemanjá, já que contém o esforço que faz sua alma (o semicírculo externo) para, através do poder que tem na terra, conseguir como a lua nova, transformar-se em luz cheia, alcançando sua plenitude ao formar um círculo.

Mercúrio: Oxóssi
Seu símbolo apresenta as três figuras combinadas: o círculo tendo no alto a meia lua e por baixo a cruz. Além de indicar que ele é o ponto de união entre todos os outros, esse símbolo representa a alma lutando pela evolução do espírito e dominando a matéria; isso certamente é o jeito de ser do filho de Oxóssi que, esquecendo a matéria busca sempre servir aos outros em nome do bem comum.

Vênus: Oxum
Seu símbolo consiste num círculo sobre uma cruz (o espelho da beleza). Representa a espiritualidade em toda a sua plenitude acima da matéria, o que descreve bem as filhas de Oxum, que estão sempre desejando servir, ignorando as questões materiais e sendo mesmo voltadas para a religiosidade.

Marte: Ogum
Seu símbolo é o escudo do guerreiro, formado por um círculo do qual uma seta se dirige para o alto. Essa imagem define os filhos de Ogum que, mesmo tendo a impetuosidade da matéria por cima da espiritualidade, o que é demonstrado por sua facilidade em se deixar levar pela cólera, estão sempre buscando se redimir e servir ao próximo, dirigindo sua força para os ideais mais altos.

Júpiter: Xangô
Neste símbolo temos a meia lua da alma se esforçando par se sobrepor a cruz da matéria. Aqui vemos os filhos de Xangô que direcionam os resultados para o crescimento no mundo material para servir a seus semelhantes de acordo com seus ideais e bons sentimentos.

Saturno: Omolu
Seu símbolo é uma cruz que se sobrepõe a uma meia lua. Significa que, enquanto estamos vivendo no mundo material, nossa alma somente poderá crescer dentro dos limites impostos pelas necessidades do nosso corpo.

Fonte: Orixás - Comportamento e personalidade de seus filhos na umbanda

quarta-feira, 30 de março de 2011

O jogo de búzios

Em geral você ver cartazes com dizeres como: joga-se búzios, tarot, etc e tal. Tive curiosidade sobre o assunto e fui pesquisar mais a respeito. Sei por exemplo que cada carta do taro tem sua simbologia e seu significado. Coisa que também sofre mudança, pois a carta pode sair na tirada invertida ou não. Agora como entender o jogo de búzios. Se todos são iguaizinhos? Vamos entender um pouco mais...

A origem dos Búzios se perde na noite dos tempos. Sua tradição está estreitamente ligada à cultura africana. Alguns estudiosos acreditam que a cultura africana vem dos tempos pré-egípcios, talvez atlantes. Conta a lenda que a estrela da manhã revelou a Orunmilá que todos os segredos e materiais da criação se encontravam numa concha de caramujo, dentro de um vaso que ficava entre as pernas de Obatalá. O jogo de Búzios, como é conhecido hoje, pode ser considerado uma variação do jogo de Opon lfá ou Opelê de lfá, que se desenvolveu na África.

Em uma das muitas conversas que tive com meu amigo mago. A consulta é realizada com 16 búzios, todos eles contendo aberturas. Cada búzio cai ou aberto ou fechado, e o conjunto das posições dos búzios vai definir qual é o orixá que preside aquele lançamento. Mas esse oráculo somente deve ser praticado por quem é iniciado no sacerdócio.

O jogo:

A forma mais comum é o jogo de 16 búzios (jogo por odús). Cada odú tem ligação com um o mais orixás, sendo que estão todos interligados.

Os 16 odús são:
1) Okaran ' Exu
2) Ejiokomeji ' Ogum e Ibeji
3) Etaogundá ' Ogum e Omulu
4) Iorossum ' Iemanjá
5) Oxê ' Oxum
6) Obará ' Oxossi, Xangô e Logum Edé
7) Odi ' Oxossi, Obaluaiê e Oxanguiam
8) Ejionilê ' Oxalá e Oxaguiam
9) Ossá ' Iansã
10) Ofum ' Oxalá e Oxalufan
11) Oawarim ' Ogum, Iansã e Exu
12) Ejilonuborá ' Xangô
13) Odiologan ' Nanã Buruku
14) Iká ' Oxumaré e Ossaim
15) Obeogundra ' Ewá, Obá, Oxumaré e Omulu
16) Alafra ' Oxalá, Oxaguian

Muitos terreiros também usam o jogo de búzios para entender os orixás que acompanham determinado consulente ou filho da casa. E claro como oráculo comum de direcionamento assim como o tarô.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A quaresma

A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor. Na sexta feira da paixão.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. Inclusive as imagens dos altares de todas as igrejas são cobertas com tecido em cetim dessa cor.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer. E no caso da quaresma, inicialmente seria a morte e paixão de cristo. Nos dias atuais a celebração de seu sacrifício em reparação dos pecados do mundo.

A quaresma para os espíritas

Os espíritas em geral não celebram a quaresma da mesma maneira que os católicos o fazem. Ou seja, as atividades transcorrem normalmente. Embora tenham alguns centros que pausam suas atividades espirituais nesse período. As giras deixam de acontecer e somente as orações são realizadas. Mas há alguns que permanecem com suas atividades normais durante os 40 dias. Portanto, para os centros que continuam suas atividades, não devem ser feitas observações errôneas. Pois a quaresma é baseada em três preceitos: o amor, a caridade e a humildade. E se um centro continua desempenhando as atividades normais, não significa que ele não deixa de praticar a palavra de Deus, e de manifestar em seus atendimentos o que ele desejava, que é ajudar o próximo e amá-lo como ele é. Sem pré jugar. Pense nisso!